Comissão analisa projetos que incentivam energia alternativa Brasil ultrapassa o Canadá e ocupa 8º lugar em capacidade de usinas eólicas Aneel homologa construção de 4.919 km de linhas de transmissão de energia
Comissão analisa projetos que incentivam energia alternativa

Comissão analisa projetos que incentivam energia alternativa

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) reúne-se na terça-feira (27), às 9h, com 10 itens na pauta. Entre eles, está o projeto que torna obrigatória a instalação de equipamentos de geração de energia elétrica de fonte renovável em prédios públicos ou financiados com recursos públicos (PLS 253/2016). A proposta é do senador Telmário Mota (PTB-RR), para quem o poder público deve dar o exemplo na redução dos impactos ambientais causados pela atividade humana.

O projeto considera resultante de fonte renovável a energia elétrica gerada a partir de pequenas centrais hidroelétricas ou por fonte eólica, solar, maremotriz e biomassa. De acordo com o texto, serão obrigados a utilizar energia com essas características as edificações de prédios públicos quando submetidos a reforma, os imóveis alugados pelo poder público, os imóveis construídos para abrigar órgãos públicos e os imóveis residenciais novos do programa Minha Casa Minha Vida.

O relator, senador Jorge Viana (PT-AC), é favorável ao projeto. Ele aproveitou um substitutivo apresentado pelo senador Armando Monteiro (PTB-PE), que destaca que a instalação de fontes renováveis descentralizadas, seja em residências, em prédios públicos ou em outras edificações, reduz as perdas de energia nas linhas de transmissão e de distribuição, além de contribuir para a expansão do parque de geração de energia.

Se aprovada, a matéria ainda precisa passar por um turno extra de votação, por se tratar de um substitutivo.

Minha Casa Minha Vida
A pauta da Comissão de Infraestrutura traz ainda outro projeto que trata de incentivo à energia alternativa (PLS 224/2015). Do senador Wilder Morais (PP-GO), a proposta prevê que as unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida possam receber em sua construção equipamentos destinados à geração de energia elétrica de fonte solar. O relator, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), apresentou um substitutivo à matéria para contemplar também a geração de energia de fonte eólica e de outras fontes renováveis.

Cide
Também consta da pauta do colegiado o projeto que exige que o governo federal invista pelo menos 5% da arrecadação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) em projetos de infraestrutura urbana de transportes coletivos ou não motorizados (PLS 11/2013). O texto a ser votado é o substitutivo do relator, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que dispensa estados e municípios de cumprir essa cota mínima, tornando-a obrigatória apenas para a União. A justificativa é de que a União tem retido a totalidade dos recursos da Cide, destinando-os para a formação do superavit primário, sem passar aos demais entes da federação a parte que lhes cabe.

Fonte: Senado
Postado por: Raul Motta Junior

Brasil ultrapassa o Canadá e ocupa 8º lugar em capacidade de usinas eólicas

Brasil ultrapassa o Canadá e ocupa 8º lugar em capacidade de usinas eólicas

Brasil ultrapassou o Canadá para se tornar em 2017 o oitavo país do mundo com maior capacidade instalada em usinas eólicas, com cerca de 12,8 gigawatts, em uma trajetória ascendente dos investimentos na fonte renovável que pode levar a um novo avanço no ranking neste ano, disse à Reuters a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum.

Com pouco mais de 2 gigawatts em novas usinas eólicas colocadas em operação no ano passado, o Brasil apareceu como o sexto maior em expansão anual da capacidade em todo o globo, à frente da França, com 1,7 gigawatt, segundo lista do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês) divulgada na última semana.

Em 2018, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vê 1,6 gigawatts em novas eólicas com alta probabilidade de entrar em operação no Brasil, além de outros 226 megawatts vistos como com média viabilidade de implantação ainda neste ano.

“A energia eólica tem tido nos últimos anos, desde 2009, um crescimento exponencial no Brasil. Esperávamos mesmo chegar nesses patamares, e a gente ainda espera talvez chegar na sétima posição (no ranking global em 2018)”, afirmou Elbia.

A líder global em energia eólica é a China, com 188 gigawatts instalados – o que representa mais que a capacidade instalada do Brasil quando consideradas todas as fontes de geração.

Países com maior capacidade instalada em usinas eólicas são China, Estados Unidos, Alemanha, Índia, Espanha, Reino Unido, França, Brasil e Canadá.

Embora o Brasil esteja a apenas 1 gigawatt de alcançar os 13,76 gigawatts dos franceses, o país pode levar mais tempo para galgar novos degraus – o sexto colocado, Reino Unido, conta com 18,9 gigawatts em eólicas instaladas, enquanto a Espanha ocupa a quinta posição no ranking do GWEC com 23,2 gigawatts.

Além da distância maior para esses rivais, o Brasil reduziu a velocidade de contratação de novas usinas a partir de 2015, em meio a uma recessão econômica que durou dois anos, o que prejudicará o ritmo de implementação de projetos a partir do próximo ano.

“Alguns países são impossíveis de alcançar, caso da China e dos EUA. Mas estamos seguindo uma trajetória de crescimento e vamos continuar. Claro que o ano de 2019 será um pouco mais desafiador. Então, talvez a gente perca um pouco a velocidade, mas retoma lá na frente”, disse Elbia, da Abeeólica.

Melhor vento?

O crescimento da geração eólica no Brasil tem sido impulsionado por um forte interesse de investidores devido às características dos ventos do país, principalmente do Nordeste, visto por muitos especialistas como um dos melhores do mundo para a produção de eletricidade.

Segundo levantamento da consultoria ePowerBay, os dez parques eólicos mais produtivos do Brasil, todos no Nordeste, tiveram fatores de capacidade médios de entre 60,8% e 64,6% em 2017.

Os números dessas usinas mais produtivas comparam-se até ao rendimento de parques offshore, instalados em alto mar devido aos ventos mais fortes nessas regiões, disse à Reuters o presidente do Conselho do GWEC, Steve Sawyer.

“Particularmente o Nordeste do Brasil é beneficiado por ventos alísios do Atlântico Sul, e o vento é forte, estável e na maior parte do tempo vem da mesma direção… Em geral, o pleito do Brasil de que tem um dos melhores ventos do mundo é correto. Se é ‘o melhor’ ou não é uma questão complexa”, afirmou, em respostas por e-mail.

O executivo disse que algumas regiões do México, África do Sul e Marrocos têm ventos “excelentes”, assim como o Estreito de Cook, perto da Nova Zelândia, mas essas regiões ainda estão longe de alcançar o grau de desenvolvimento do Brasil em energia eólica.

A Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena, na sigla em inglês) disse que o vento brasileiro é razoavelmente mais produtivo que a média global, mas com números “entre os maiores no mundo” na região Nordeste.

A agência estimou um fator de capacidade médio próximo de 30% para todo o Brasil, contra pouco mais de 20% na média global, em dados de 2015.

Mas os fatores de capacidade acima de 60 por cento vistos no Nordeste só são registrados normalmente por um seleto grupo de países, como Cabo Verde (64 por cento), Aruba (66 por cento) e Curaçao (76 por cento), segundo os dados da Irena.

Fonte: Brasil247
Postado por: Raul Motta Junior

Aneel homologa construção de 4.919 km de linhas de transmissão de energia

Aneel homologa construção de 4.919 km de linhas de transmissão de energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou hoje (20) o resultado do leilão de 11 lotes para a construção, operação e manutenção de instalações de transmissão de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN), realizado em dezembro do ano passado. A estimativa é que sejam investidos R$ 8,7 bilhões em transmissão de energia.

No total, foram arrematados 4.919 km de linhas de transmissão nos estados da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais, do Pará, da Paraíba, do Paraná, de Pernambuco, do Piauí, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Segundo a Aneel, o leilão apresentou deságio médio de 40,46%, que, segundo a agência, vai contribuir para modicidade tarifária de energia, uma vez que a receita dos empreendedores para exploração dos investimentos ficará menor que o previsto inicialmente.

O prazo das obras varia de 36 a 60 meses e as concessões de 30 anos valem a partir da assinatura dos contratos.

Fonte: DCI
Postado por: Raul Motta Junior

Geração de eólica consegue crescer 26,5% em 2017

Geração de eólica consegue crescer 26,5% em 2017

Dados consolidados do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica indicam que a geração de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional, em 2017, subiu 26,5% em relação a 2016. As usinas movidas pela força do vento somaram 4.619 MW médios entregues ao longo do ano passado frente aos 3.651 MW médios gerados no mesmo período de 2016. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 7,4% em 2017. A fonte hidráulica – incluindo as PCHs – foi responsável por 70,7% do total e as usinas térmicas responderam por 21,8%.

A CCEE contabilizou 494 usinas eólicas em operação comercial no país, ao final de 2017, somando 12.589,7 MW de capacidade instalada, incremento de 23,2% frente aos 10.221,5 MW de capacidade das 402 unidades geradoras existentes um ano antes. Por estado, o Rio Grande do Norte fechou na liderança da produção eólica no país, com 1.455,3 MW med de energia entregues no ano passado, incremento de 20,7% em relação ao mesmo período de 2016. Na sequência, aparecem a Bahia com 890 MW med produzidos, subindo 28,5%; o Ceará com 718,6 MW med, com aumento de 7,5%, o Rio Grande do Sul com 637,5 MW médios e subida de 23%; e o Piauí com 524 MW med, um aumento de 58,3% frente à geração alcançada no ano anterior.

Os dados consolidados da CCEE em 2017 confirmam ainda o estado do Rio Grande do Norte com a maior capacidade instalada, somando 3.548,65 MW, aumento de 11,5% em relação a 2016 quando a capacidade instalada totalizava 3.181,35 MW. Em seguida aparece a Bahia com 2.414,94 MW, crescendo 38%; o Ceará com 2.134,96 MW e subida de 10,6%, o Rio Grande do Sul com 1.777,87 MW e incremento de 9,6% e o Piauí com 1.443,10 MW de capacidade, um aumento 57,7%.

Fonte: Canal Energia
Postado por: Raul Motta Junior

Energia renovável esbarra na falta de incentivos

Energia renovável esbarra na falta de incentivos

Ainda que já existam algumas iniciativas voltadas ao uso de energias renováveis no País, o Brasil – ao priorizar a visão monoenergética, baseada nas hidrelétricas – está bastante atrasado para virar a chave e adentrar de vez neste universo.
A avaliação é da doutora em Energia Solar Fotovoltaica, Aline Cristiane Pan, coordenadora do Seminário de Energias Renováveis na Feira de Negócios, Tecnologia e Conhecimento em Meio Ambiente (Fiema Brasil). A feira irá acontecer de 10 a 12 de abril no Parque de Eventos de Bento Gonçalves. “O Brasil não pode depender de uma única fonte de energia, é preciso diversificar a matriz energética para podermos continuar crescendo como sociedade”, adverte Aline.
Segundo a coordenadora do seminário, que será realizado no dia 11 de abril, das 8h às 16h30min, questões políticas e falta de incentivos governamentais têm emperrado o avanço do País na utilização de energia a partir de fontes renováveis. Embora com certo atraso, o Brasil tem registrado índices crescentes no uso de energias renováveis. Em 2013, possuía apenas nove empreendimentos que utilizavam energia fotovoltaica como suporte, número que saltou para 4.517 nos três anos seguintes. “Nada cresce tanto em energias limpas no País como a fotovoltaica”, destaca Aline, reforçando que o número de conexões dessa geração cresceu 98% desde 2014. “A energia eólica também pode melhorar o desempenho, e já representa 7% de toda a eletricidade produzida no Brasil”, observa. Segundo Aline, o Rio Grande do Sul é um dos estados que mais geram este tipo de energia, somando 68 parques eólicos, que produzem 1, 7 mil megawatts.
Aline destaca que o debate terá como tema Oportunidade e Aplicabilidade para as Energias Renováveis, abordando cenários, licenciamento, aplicabilidade e políticas de incentivo e energias hídrica, biogás e biometamo, solar e eólica. O seminário terá 50 palestrantes nacionais e internacionais, vindos de países como Finlândia, Alemanha, México e Uruguai. Os debates estão programados para ocorrer em quatro auditórios distintos e a expectativa é de reunir 3,6 mil pessoas durante os três dias do evento.
“A ideia é reunir a cadeia produtiva do meio ambiente, com foco no fortalecimento da legislação e em busca de oportunidades de negócios no Estado, principalmente envolvendo resíduos de saúde (gerados em hospitais, farmácias e laboratórios) e os urbanos”, explica a diretora executiva da Fundação Proamb, responsável pela realização da Fiema Brasil, Marisa Cislaghi. “Além de exigirem soluções urgentes em termos ambientais, muitos destes resíduos podem ser reciclados e utilizados para produção de energia, no entanto é necessário enfrentar as barreiras burocráticas, que geram muitas incertezas”, comenta.
Expectativa é receber 10 mil visitantes em três dias do evento
A oitava edição da Fiema Brasil terá outros cinco eventos paralelos, voltados para discussões sobre recursos hídricos, resíduos sólidos, e tecnologias ambientais. Um deles, o 6º Congresso Internacional de Tecnologias para Meio Ambiente, reunirá acadêmicos e pesquisadores que irão apresentar pesquisas e estudos científicos, destinados ao desenvolvimento de soluções em gestão ambiental. Organizado em parceria entre a Universidade de Caxias do Sul (UCS) e a Fundação Proamb, o congresso terá como tema central Inovação com Sustentabilidade em Tempos de Mudança. Durante o evento, estudantes irão apresentar trabalhos técnicos com foco em química ambiental, recuperação de áreas degradadas e recursos hídricos.
Outro momento importante, segundo Marisa Cislaghi, será o 6º Seminário Brasileiro de Gestão Ambiental na Agropecuária – “um dos grandes desafios do País, já que está entre os gigantes do setor no mundo”, destaca Marisa. “O encontro é uma oportunidade de avançar nas discussões acerca de problemas como contaminantes e resíduos e debater os antídotos para detê-los, como maior utilização de biocombustível, produção orgânica e depósito de agrotóxicos.” A gestora da Fundação Proamb destaca que o encontro – que ocorre dias 11 e 12 – conta com parceria da Embrapa, IFRS-BG e Sindicato Rural, e apoio da Emater.
Com previsão de reunir 200 expositores e receber 10 mil visitantes, a Fiema Brasil ainda contará com o 1º Seminário Internacional de Resíduos Industriais e Urbano, o 5º Seminário de Segurança do Trabalho, o 4º Meeting Empresarial e o 2º Seminário de Energias Renováveis, este último com foco na diversificação da matriz energética brasileira. Além de tratar sobre licenciamento e políticas de incentivo, serão abordadas as energias hídrica, biogás e biometano, solar e eólica. A programação será no dia 11 de abril, entre 9h e 16h30min.

Fonte: JCRS
Postado por: Raul Motta Junior

Brasil aumenta produção e passa para a oitava posição no ranking da energia eólica

Brasil aumenta produção e passa para a oitava posição no ranking da energia eólica

Levantamento da Global Wind Energy Council (GWEC) divulgado nesta quinta-feira (15) coloca o Brasil entre os destaques na produção de energia eólica no mundo. Com a ampliação do parque, foi possível passar o Canadá e ocupar o oitavo lugar no ranking mundial de energia proveniente dos ventos.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), hoje o Brasil possui mais de 500 usinas eólicas que geram quase 13 gigawatts de energia elétrica. Conhecidamente uma região de ventos vigorosos, o Nordeste é responsável por 60% da produção.

“O Brasil tem um dos melhores ventos do mundo do mundo para produção de energia eólica e nosso fator de capacidade, que é a medida de produtividade do setor, passa do dobro da média mundial. Além disso, temos uma cadeia produtiva 80% nacionalizada, que investe e gera empregos aqui”, afirma a presidente da entidade, Élbia Gannoum.

Fonte: Gov. Brasil
Postado por: Raul Motta Junior

CCEE aponta crescimento de 2,2% no consumo de energia em dezembro

CCEE aponta crescimento de 2,2% no consumo de energia em dezembro

A CCEE apresentou nesta sexta-feira, 9 de fevereiro, informações do boletim InfoMercado Mensal, com dados conclusivos de dezembro de 2017, o consumo de energia elétrica no SIN alcançou 63.279 MW médios frente aos 61.946 MW médios consumidos no ano anterior, elevação de 2,2%.

Na análise por ambiente, o consumo no mercado regulado apresentou queda de 1,7%. Já no mercado livre, houve aumento de 13% no consumo, índices influenciados diretamente pelo movimento de migração dos consumidores para o ACL.

Os ramos da indústria monitorados pela Câmara, incluindo autoprodutores, consumidores livres e especiais, apresentaram queda no consumo em setores como o de bebidas e de comércio, com -2% e -0,2%, respectivamente. Outros segmentos como o químico e de minerais não-metálicos também registraram diminuição no consumo no período, com -2,7% e -0,5%, respectivamente.

Os maiores índices de consumo em dezembro, no mesmo cenário sem migração, foram os registrados nos setores de veículos, metalurgia e produtos de metal e têxtil, com 11,5%, 11,4% e 8%, respectivamente.

Fonte: Canal Energia
Postado por: Raul Motta Junior

Shell acelera corrida pelo mercado de energia renovável

Shell acelera corrida pelo mercado de energia renovável

A Shell gastou mais de 400 milhões de dólares em uma série de aquisições nas últimas semanas, de uma empresa de energia solar a pontos de recarga de carros elétricos, intensificando sua corrida para crescer além do negócio de petróleo e gás e reduzir suas emissões de carbono.

As aquisições são ainda de pequeno porte diante do orçamento anual de 25 bilhões de dólares da petroleira anglo-holandesa para investimentos, mas seus primeiros passos nos setores de energia solar e de varejo em eletricidade em muitos anos mostram uma crescente urgência em desenvolver negócios em energia limpa.

Os investimentos não se limitaram a renováveis como biocombustíveis, energia solar e eólica. A Shell, assim como suas rivais BP, Exxon Mobil e Chevron, está apostando em uma crescente demanda por gás, o combustível fóssil menos poluente, como fonte que produzirá a energia para abastecer a esperada expansão dos carros elétricos nas próximas décadas.

Para isso, a Shell fechou em dezembro a compra da fornecedora independente de energia britânica First Utility, por cerca de 200 milhões de dólares, segundo diversas fontes próximas ao negócio. O valor da aquisição não havia sido divulgado anteriormente.

A Shell recusou-se a comentar.

Mais cedo neste mês, a companhia voltou a investir no setor solar após um hiato de 12 anos, com a compra de uma fatia de 43,86 por cento na Silicon Ranch Corporation, por 217 milhões de dólares.

Nos últimos três meses de 2017 a Shell também investiu em dois projetos para desenvolver estações de carga de veículos elétricos em rodovias europeias e assinou acordos para comprar energia solar no Reino Unido e desenvolver redes de energia renovável na Ásia e na África.

energias renováveis

Segundo analistas do Bernstein, as grandes petroleiras investiram mais de 3 bilhões de dólares em aquisições renováveis ao longo dos últimos cinco anos, a maior parte dos recursos em energia solar.

As fusões e aquisições “verdes” hoje representam em média 13 por cento da atividade total de M&A, disseram os analistas.

Outras empresas também fizeram investimentos, como a BP, que voltou à energia solar com um investimento de 200 milhões de dólares na geradora solar Lightsource, no final do ano passado, seis anos após sair do setor com grandes prejuízos. A Total também comprou uma empresa de produção de baterias, a Saft, por 1 bilhão de dólares em 2016.

Fonte: Ambiente Energia
Postado por: Raul Motta Junior

Bandeira verde leva IPCA para 0,29% em janeiro

Bandeira verde leva IPCA para 0,29% em janeiro

O mercado livre de energia elétrica permanece atraindo empresas com o interesse em redução de custos. Em 2017, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE registrou a adesão de 1.267 empresas para o Ambiente de Contratação Livre – ACL, uma média de 105 por mês.

Apesar da grande movimentação, o fluxo de migração reduziu 45% em relação à 2016, quando foram registrados 2.303 consumidores novos no ACL, média de quase 200 adesões a cada mês.

Mesmo com a queda no número de migrações ao longo de 2017, quando comparada ao ritmo de 2015, as adesões mantiveram número expressivo. Há dois anos, a média de empresas aprovadas no quadro associativo da CCEE como consumidores livres e especiais era de apenas 8 por mês.

Os consumidores especiais, ou seja, empresas com demanda entre 500 KW e 3MW, representaram 92% de toda a migração em 2017, totalizando 1.164 adesões. Esta classe de agentes já representa 63% dos associados da CCEE (6.865).

linha de transmissão

Para se ter uma ideia do impacto da migração nos últimos dois anos, ao final de 2015, a Câmara de Comercialização contava com 3.244 associados, o que significa um crescimento de cerca de 112% no número de empresas.

Já os consumidores livres, empresas com demanda superior a 3MW, totalizaram 103 migrações e alcançaram a marca de 874 agentes na CCEE.

Para 2018, a Câmara de Comercialização registra 286 pedidos de adesão, divididos em 274 vindos de consumidores especiais e 12 de consumidores livres.

Maior representatividade no consumo

Além do crescimento do número de agentes, o mercado livre também tem ampliado sua representatividade no consumo de energia do Sistema Interligado Nacional – SIN. Segundo dados do Boletim InfoMercado, o consumo no ACL significou 28,5% em dezembro de 2017 (17.507 MW médios de 61.533 MW médios). Em dezembro de 2016, o mercado livre representava 26% do consumo (15.792 MW médios de 60.790 MW médios).

Fonte: Canal Energia
Postado por: Raul Motta Junior

Empreendedor eólico é habilitado no leilão A-6

Empreendedor eólico é habilitado no leilão A-6

A diretoria da Aneel homologou o resultado parcial do Leilão A-6 de 2017 e confirmou a habilitação da Ômega Desenvolvimento de Energia do Maranhão S.A. A empresa negociou contratos de empreendimentos eólicos vencedores do certame, realizado em 20 de dezembro do ano passado.

Foram contratados no A-6 2.930 MW médios de energia de 63 novos empreendimentos de geração, sendo 49 usinas eólicas, seis pequenas centrais hidrelétricas, seis termelétricas a biomassa e duas térmicas a gás natural. O preço médio final do leilão foi de R$ 189,45/MWh, com deságio médio de 38,7% em relação aos preços iniciais. Todos os contratos têm início de suprimento previsto para janeiro de 2023

Distribuidoras

A agência vai apurar as responsabilidades das distribuidoras CEA (Amapá), Celg-D (Goiás), CEEE-D (Rio Grande do Sul), Celpe (Pernambuco), Ceron (Rondônia), Rio Grande Energia (Rio Grande do Sul), Energisa Sergipe, Energisa Paraíba e Energisa Minas Gerais, que estavam inadimplentes com obrigações setoriais e podem sofrer penalidades por descumprimento das regras do edital do leilão. Todas elas participaram do certame como compradoras.

A fiscalização vai analisar ainda a situação da Energisa Paraíba, da Cepisa (Piauí), da Energisa Sergipe, da Light (Rio de Janeiro) e da CEA em relação aos leilões de energia existente A-1 e A-2. As cinco empresas também estavam em débito com obrigações setoriais na época dos certames, realizados em 22 de dezembro do ano passado.

Fonte: Canal Energia
Postado por: Raul Motta Junior

Sobre

As notícias que consideramos importantes como instrumentos de análise e decisão no setor de energia.