Comissão analisa projetos que incentivam energia alternativa Brasil ultrapassa o Canadá e ocupa 8º lugar em capacidade de usinas eólicas Aneel homologa construção de 4.919 km de linhas de transmissão de energia
Comissão analisa projetos que incentivam energia alternativa

Comissão analisa projetos que incentivam energia alternativa

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) reúne-se na terça-feira (27), às 9h, com 10 itens na pauta. Entre eles, está o projeto que torna obrigatória a instalação de equipamentos de geração de energia elétrica de fonte renovável em prédios públicos ou financiados com recursos públicos (PLS 253/2016). A proposta é do senador Telmário Mota (PTB-RR), para quem o poder público deve dar o exemplo na redução dos impactos ambientais causados pela atividade humana.

O projeto considera resultante de fonte renovável a energia elétrica gerada a partir de pequenas centrais hidroelétricas ou por fonte eólica, solar, maremotriz e biomassa. De acordo com o texto, serão obrigados a utilizar energia com essas características as edificações de prédios públicos quando submetidos a reforma, os imóveis alugados pelo poder público, os imóveis construídos para abrigar órgãos públicos e os imóveis residenciais novos do programa Minha Casa Minha Vida.

O relator, senador Jorge Viana (PT-AC), é favorável ao projeto. Ele aproveitou um substitutivo apresentado pelo senador Armando Monteiro (PTB-PE), que destaca que a instalação de fontes renováveis descentralizadas, seja em residências, em prédios públicos ou em outras edificações, reduz as perdas de energia nas linhas de transmissão e de distribuição, além de contribuir para a expansão do parque de geração de energia.

Se aprovada, a matéria ainda precisa passar por um turno extra de votação, por se tratar de um substitutivo.

Minha Casa Minha Vida
A pauta da Comissão de Infraestrutura traz ainda outro projeto que trata de incentivo à energia alternativa (PLS 224/2015). Do senador Wilder Morais (PP-GO), a proposta prevê que as unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida possam receber em sua construção equipamentos destinados à geração de energia elétrica de fonte solar. O relator, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), apresentou um substitutivo à matéria para contemplar também a geração de energia de fonte eólica e de outras fontes renováveis.

Cide
Também consta da pauta do colegiado o projeto que exige que o governo federal invista pelo menos 5% da arrecadação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) em projetos de infraestrutura urbana de transportes coletivos ou não motorizados (PLS 11/2013). O texto a ser votado é o substitutivo do relator, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que dispensa estados e municípios de cumprir essa cota mínima, tornando-a obrigatória apenas para a União. A justificativa é de que a União tem retido a totalidade dos recursos da Cide, destinando-os para a formação do superavit primário, sem passar aos demais entes da federação a parte que lhes cabe.

Fonte: Senado
Postado por: Raul Motta Junior

AES Tietê vai importar energia da Argentina e do Uruguai

O governo federal autorizou a AES Tietê a importar energia elétrica, “de forma excepcional e temporária”, da Argentina e do Uruguai, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira.

Trata-se da segunda empresa do grupo AES a receber essa autorização. Na semana passada, a AES Uruguaiana já havia sido liberada para importar energia dessas nações.

O sinal verde para a importação de eletricidade dos países vizinhos até dezembro de 2018 foi dado pelo Brasil em setembro do ano passado em meio a um cenário, naquele momento, de chuvas abaixo da média nos reservatórios das hidrelétricas do país.

A importação da Argentina deverá ocorrer por meio das Estações Conversoras de Garabi I e II, em Garruchos (RS), e da Conversora de Uruguaiana, localizada no município homônimo, também no Rio Grande do Sul.

Quanto ao Uruguai, a importação deverá ocorrer por meio das Estações de Rivera e de Melo, ambas naquele país, na fronteira com o Brasil.

Fonte: Exame
Postado por: Raul Motta Junior

Brasil ultrapassa o Canadá e ocupa 8º lugar em capacidade de usinas eólicas

Brasil ultrapassa o Canadá e ocupa 8º lugar em capacidade de usinas eólicas

Brasil ultrapassou o Canadá para se tornar em 2017 o oitavo país do mundo com maior capacidade instalada em usinas eólicas, com cerca de 12,8 gigawatts, em uma trajetória ascendente dos investimentos na fonte renovável que pode levar a um novo avanço no ranking neste ano, disse à Reuters a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum.

Com pouco mais de 2 gigawatts em novas usinas eólicas colocadas em operação no ano passado, o Brasil apareceu como o sexto maior em expansão anual da capacidade em todo o globo, à frente da França, com 1,7 gigawatt, segundo lista do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês) divulgada na última semana.

Em 2018, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vê 1,6 gigawatts em novas eólicas com alta probabilidade de entrar em operação no Brasil, além de outros 226 megawatts vistos como com média viabilidade de implantação ainda neste ano.

“A energia eólica tem tido nos últimos anos, desde 2009, um crescimento exponencial no Brasil. Esperávamos mesmo chegar nesses patamares, e a gente ainda espera talvez chegar na sétima posição (no ranking global em 2018)”, afirmou Elbia.

A líder global em energia eólica é a China, com 188 gigawatts instalados – o que representa mais que a capacidade instalada do Brasil quando consideradas todas as fontes de geração.

Países com maior capacidade instalada em usinas eólicas são China, Estados Unidos, Alemanha, Índia, Espanha, Reino Unido, França, Brasil e Canadá.

Embora o Brasil esteja a apenas 1 gigawatt de alcançar os 13,76 gigawatts dos franceses, o país pode levar mais tempo para galgar novos degraus – o sexto colocado, Reino Unido, conta com 18,9 gigawatts em eólicas instaladas, enquanto a Espanha ocupa a quinta posição no ranking do GWEC com 23,2 gigawatts.

Além da distância maior para esses rivais, o Brasil reduziu a velocidade de contratação de novas usinas a partir de 2015, em meio a uma recessão econômica que durou dois anos, o que prejudicará o ritmo de implementação de projetos a partir do próximo ano.

“Alguns países são impossíveis de alcançar, caso da China e dos EUA. Mas estamos seguindo uma trajetória de crescimento e vamos continuar. Claro que o ano de 2019 será um pouco mais desafiador. Então, talvez a gente perca um pouco a velocidade, mas retoma lá na frente”, disse Elbia, da Abeeólica.

Melhor vento?

O crescimento da geração eólica no Brasil tem sido impulsionado por um forte interesse de investidores devido às características dos ventos do país, principalmente do Nordeste, visto por muitos especialistas como um dos melhores do mundo para a produção de eletricidade.

Segundo levantamento da consultoria ePowerBay, os dez parques eólicos mais produtivos do Brasil, todos no Nordeste, tiveram fatores de capacidade médios de entre 60,8% e 64,6% em 2017.

Os números dessas usinas mais produtivas comparam-se até ao rendimento de parques offshore, instalados em alto mar devido aos ventos mais fortes nessas regiões, disse à Reuters o presidente do Conselho do GWEC, Steve Sawyer.

“Particularmente o Nordeste do Brasil é beneficiado por ventos alísios do Atlântico Sul, e o vento é forte, estável e na maior parte do tempo vem da mesma direção… Em geral, o pleito do Brasil de que tem um dos melhores ventos do mundo é correto. Se é ‘o melhor’ ou não é uma questão complexa”, afirmou, em respostas por e-mail.

O executivo disse que algumas regiões do México, África do Sul e Marrocos têm ventos “excelentes”, assim como o Estreito de Cook, perto da Nova Zelândia, mas essas regiões ainda estão longe de alcançar o grau de desenvolvimento do Brasil em energia eólica.

A Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena, na sigla em inglês) disse que o vento brasileiro é razoavelmente mais produtivo que a média global, mas com números “entre os maiores no mundo” na região Nordeste.

A agência estimou um fator de capacidade médio próximo de 30% para todo o Brasil, contra pouco mais de 20% na média global, em dados de 2015.

Mas os fatores de capacidade acima de 60 por cento vistos no Nordeste só são registrados normalmente por um seleto grupo de países, como Cabo Verde (64 por cento), Aruba (66 por cento) e Curaçao (76 por cento), segundo os dados da Irena.

Fonte: Brasil247
Postado por: Raul Motta Junior

Setor eólico deve gerar 200 mil empregos no Brasil até 2026, diz ABDI

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) estima que até 2026 a cadeia de produção de energia eólica poderá gerar aproximadamente 200 mil novos empregos diretos e indiretos. Em 2016, o número de empregos diretos no setor passava de 150 mil.

Pelos cálculos da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), para cada novo megawatt instalado, 15 empregos diretos e indiretos sejam criados. No ano passado, foram instalados mais 2,02 GW no país. Em 2017, o Brasil alcançou a marca de 12,8 GW de capacidade instalada, o que coloca o país em oitavo lugar no ranking mundial de usinas eólicas, ultrapassando o Canadá.

O estudo da ABDI mapeou 52 profissões/ocupações distribuídas nos cinco grupos de atividades que compõem a cadeia de energia eólica: construção e montagem (dez diferentes profissões); desenvolvimento de projetos (11 profissões); ensino e pesquisa (seis profissões); manufatura (15 profissões); operação e manutenção do parque eólico (nove profissões).

O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Guto Ferreira, explica que o potencial de criação de empregos é grande porque a cadeia eólica é longa, além do potencial de crescimento do mercado. “São cinco etapas envolvidas na cadeia, desde o desenvolvimento do projeto, a fabricação, a montagem e operação de um parque eólico. Para cada fase é preciso uma ampla gama de profissionais. Na fase de projeto, por exemplo, são necessários pelo menos 11 tipos de profissionais. Entre manufatura, construção e operação são mais 34 especializações diferentes”, destaca.

Segundo o estudo da ABDI, existem carreiras para todos os graus de formação. “A cadeia eólica precisa de profissionais que tenham apenas o ensino médio e fundamental, como é o caso de montadores e motoristas, mas contempla também os altos graus de formação, como engenheiros aeroespaciais, onde a pós-graduação e especialização são pré-requisitos para a contratação”, explica Ferreira.

O documento da ABDI mostra ainda as possibilidades de crescimento do profissional dentro do setor. Uma profissão que chama a atenção no estudo é o técnico em meteorologia, exigido em três das cinco fases da cadeia – montagem, desenvolvimento do projeto e operação. A formação dura em média três semestres (1200 horas) e o salário estimado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) é de R$ 2 mil. O técnico vai atuar no levantamento de dados sobre a velocidade e direção dos ventos, realizando a instalação e a manutenção das torres de medição (chamadas de anemométricas). Pelo estudo, esse tipo de profissional pode progredir no setor e se tornar Técnico em Operações e Manutenção de Parques, aumentando, assim, seu rendimento.

Já para os salários mais altos são necessários diferentes profissionais do ramo da engenharia. Os ganhos médios mensais dos engenheiros aeroespaciais passam de R$ 8 mil. Para o engenheiro de vendas, o mercado oferece vencimentos próximos a R$ 15 mil. Somente para a fase de manutenção, permanente depois que o parque eólico está instalado, são contratados profissionais com formação em sete engenharias diferentes (engenheiro de produção, industrial, de qualidade, de vendas, eletricista e projetista). Os salários giram entre R$ 5 e R$ 15 mil. Na mesma faixa também existem vagas para advogados, administradores e biólogos.

A maioria dos parques eólicos do Brasil está no Nordeste. O Rio Grande do Norte e a Bahia lideram o ranking com 135 e 93 parques, respectivamente. Outros sete estados da região concentram 184 parques de torres eólicas. O Sul também apresenta parte considerável da geração. Na região estão 95 parques, sendo a maioria no Rio Grande do Sul (80).

Isso não significa que os empregos estejam somente nessas regiões. “Uma torre instalada no Rio Grande do Norte gera empregos mais perenes para a população local, na fase de operação e manutenção. Entretanto, o desenvolvimento do projeto pode ocorrer em um escritório em São Paulo, e os componentes das torres são construídos em Pernambuco, Minas Gerais e Santa Catarina”. Guto Ferreira também explica que durante a construção são geradas muitas vagas temporárias, empregando locais e pessoas de outras regiões.

Fonte: Canal Energia
Postado por: Raul Motta Junior

Aneel homologa construção de 4.919 km de linhas de transmissão de energia

Aneel homologa construção de 4.919 km de linhas de transmissão de energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou hoje (20) o resultado do leilão de 11 lotes para a construção, operação e manutenção de instalações de transmissão de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN), realizado em dezembro do ano passado. A estimativa é que sejam investidos R$ 8,7 bilhões em transmissão de energia.

No total, foram arrematados 4.919 km de linhas de transmissão nos estados da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais, do Pará, da Paraíba, do Paraná, de Pernambuco, do Piauí, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Segundo a Aneel, o leilão apresentou deságio médio de 40,46%, que, segundo a agência, vai contribuir para modicidade tarifária de energia, uma vez que a receita dos empreendedores para exploração dos investimentos ficará menor que o previsto inicialmente.

O prazo das obras varia de 36 a 60 meses e as concessões de 30 anos valem a partir da assinatura dos contratos.

Fonte: DCI
Postado por: Raul Motta Junior

Teles vão liderar a demanda por autogeração de energia elétrica

Empresas de telecomunicações como Vivo, Claro e Oi devem colaborar com um crescimento exponencial da produção de energia para consumo próprio (geração distribuída) nos próximos anos.

Cerca de 32,2 mil unidades consumidoras de energia (UCs) são atendidas via geração distribuída, conforme balanço da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Recém-anunciada, a contratação de duas fazendas de geração de energia solar pela Oi deve adicionar 3 mil UCs à lista ainda neste ano. “Queremos 22 fazendas de fontes mistas até 2021, no máximo 2022”, afirmou ao DCI o diretor de patrimônio e logística da Oi, Marco Antônio Vilela, sinalizando que o movimento deve se intensificar. A companhia está prospectando parceiros para as próximas 20 estruturas; Nordeste e Sudeste são os primeiros alvos.

“Estamos analisando projetos eólicos e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Também há um [projeto] bem avançado de biogás”, afirmou Vilela.

As duas fazendas já contratadas devem iniciar operação em novembro. Localizadas em Minas Gerais e com a GD Solar a cargo da construção, a dupla poderá gerar 1,7 GWh/mês, suficiente para suprir o consumo mensal de 10 mil residências.

A aposta em geração distribuída faz parte da estratégia que também envolve ações de eficiência e compra de energia no mercado livre. Vilela explica que a conta anual de energia da Oi seria de R$ 1,1 bilhão sem o esforço; com ele, o montante cai para R$ 750 milhões. Hoje, as 63 mil UCs da Oi consomem 1,6 mil GWh em um ano.

A meta é que 42,5% da energia consumida pela Oi seja oriunda de fontes limpas em 2019. O cálculo considera o montante comprado no mercado livre (atuais 22,4%) somado à capacidade das fazendas próprias.

Mais ambiciosos são os planos da Claro Brasil, dona das marcas Claro, Net e Embratel: a meta é que 80% das cerca de 55 mil UCs sejam atendidas via geração distribuída até o fim do ano, quando a empresa espera contar com 45 usinas.

Classificado como “agressivo” pelo diretor de suporte financeiro ao negócio da Claro Brasil, João Pedro Correia Neves, o projeto conectaria mais UCs à geração distribuída do que o montante atendido no País atualmente. Segundo Neves, das cerca de 32 mil UCs reportadas pela Aneel, “em torno de 5 mil” pertencem à Claro.

A estratégia do grupo prevê quatro parques eólicos (um está pronto e outros dois, em fase bem adiantada) e 20 solares. Capazes de atender uma cidade de 250 mil casas, três deles entraram em operação em Minas Gerais ano passado. Boa parte dos restantes “já tem terreno e parceiros contratados”, afirmou Neves.

No fim de janeiro também foi inaugurada a primeira central geradora hidroelétrica (CGH) para uso da empresa, localizada na região Centro-Oeste. A Claro Brasil ainda planeja três usinas de cogeração qualificada e seis baseadas no uso do biogás. “Em lugares onde há abundância de lixo essa opção é interessante”, diz.

Neves conta que o gasto anual com energia da Claro Brasil ronda os R$ 800 milhões; a demanda da empresa bate os 750 GWh/ano, bem menor que a da Oi, mas superior a da TIM (722 GWh/ano). No caso desta, os primeiros esforços no campo ocorreram em 2017, quando 5 CGHs foram arrendadas para suprir a demanda de cerca de mil UCs. Já a Algar informou que usa a modalidade desde 2014.

Maior grupo de telecom do País, a Vivo confirmou à reportagem que “está prospectando iniciativas de geração distribuída que devem ser anunciadas ao mercado ainda em 2018”, mas sem entrar em detalhes. A companhia também informou que 26% da energia consumida é limpa e oriunda do mercado livre; a meta é atingir 60% até 2020.

Outros setores
De acordo com especialistas ouvidos pelo DCI, o movimento por autogeração de energia também ocorre em outros setores da indústria. Em 2014, a Honda inaugurou um parque eólico na cidade de Xangri-lá (RS) para suprir a demanda energética da empresa em território nacional.

Segundo a presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Élbia Gannoum, outras empresas do setor automotivo tinham projetos similares, mas as iniciativas foram freadas pela crise. “Desde o ano passado houve uma retomada . Outros setores da economia estão interessados na autoprodução”.

O presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, aponta que os setores da construção civil, agronegócio e do comércio têm investido em autogeração. “É uma ferramenta de redução de custos e também um diferencial de sustentabilidade.”

Sauaia também explica que, além de abastecer a demanda energética de suas operações, as empresas podem comercializar energia excedente. “O modelo de mercado livre permite a compra e produção de energia pelo consumidor”, completa Gannoum. “Essa regulamentação propicia iniciativas.”

Outro fator que explica o crescente interesse por projetos de autogeração são incentivos fiscais. Atualmente, 24 unidades da federação oferecem isenção de imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS) sobre energia solar. As exceções são Amazonas, Paraná e Santa Catarina.

Minas Gerais se destaca como líder nacional na geração solar distribuída. Além da alta incidência solar, o amplo número de projetos decorre de um programa estadual de incentivos a fontes renováveis. “É o único estado do Brasil que isenta projetos até 5 MW”, explica Sauaia. “O estado tornou-se referência nacional para o incentivo tributário para energia fotovoltaica, o que traz maior segurança jurídica e atrai investimentos.” O executivo afirma que os projetos de energia solar também são atraentes por se tratar de uma tecnologia versátil e de fácil aplicação. “Também pesa o baixo custo de manutenção e operação. Os preços vêm caindo, o mercado crescendo e tornando-se mais competitivo”, finaliza Sauaia.

Fonte: DCI
Postado por: Raul Motta Junior

Geração de eólica consegue crescer 26,5% em 2017

Geração de eólica consegue crescer 26,5% em 2017

Dados consolidados do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica indicam que a geração de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional, em 2017, subiu 26,5% em relação a 2016. As usinas movidas pela força do vento somaram 4.619 MW médios entregues ao longo do ano passado frente aos 3.651 MW médios gerados no mesmo período de 2016. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 7,4% em 2017. A fonte hidráulica – incluindo as PCHs – foi responsável por 70,7% do total e as usinas térmicas responderam por 21,8%.

A CCEE contabilizou 494 usinas eólicas em operação comercial no país, ao final de 2017, somando 12.589,7 MW de capacidade instalada, incremento de 23,2% frente aos 10.221,5 MW de capacidade das 402 unidades geradoras existentes um ano antes. Por estado, o Rio Grande do Norte fechou na liderança da produção eólica no país, com 1.455,3 MW med de energia entregues no ano passado, incremento de 20,7% em relação ao mesmo período de 2016. Na sequência, aparecem a Bahia com 890 MW med produzidos, subindo 28,5%; o Ceará com 718,6 MW med, com aumento de 7,5%, o Rio Grande do Sul com 637,5 MW médios e subida de 23%; e o Piauí com 524 MW med, um aumento de 58,3% frente à geração alcançada no ano anterior.

Os dados consolidados da CCEE em 2017 confirmam ainda o estado do Rio Grande do Norte com a maior capacidade instalada, somando 3.548,65 MW, aumento de 11,5% em relação a 2016 quando a capacidade instalada totalizava 3.181,35 MW. Em seguida aparece a Bahia com 2.414,94 MW, crescendo 38%; o Ceará com 2.134,96 MW e subida de 10,6%, o Rio Grande do Sul com 1.777,87 MW e incremento de 9,6% e o Piauí com 1.443,10 MW de capacidade, um aumento 57,7%.

Fonte: Canal Energia
Postado por: Raul Motta Junior

Dispositivo criado no MIT produz energia a partir das mudanças diárias de temperatura

Um time de cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveu uma forma de usar o ar para produzir energia. E não estamos falando de turbinas eólicas. Eles criaram um ressonador térmico, capaz de aproveitar as mudanças de temperatura no ar ao longo do dia para gerar eletricidade.

Segundo a instituição, a vantagem do novo dispositivo é que não há necessidade de luz solar para seu funcionamento. Mesmo sob a sombra, é possível usar a variação de temperatura para que a energia seja produzida.

O princípio da termoelérica na produção de energia consiste em uma diferenciação de temperatura em ambos os lados de um objeto e na circulação do calor da parte mais quente para a mais fria. Carregadores de bateria já fazem isso. O ressonador térmico do MIT também, mas usando elementos naturais do ambiente, em vez de ter que ligar o aparelho na tomada.

“Nós basicamente inventamos este conceito”, disse Michael Strano, professor de engenharia química do MIT e um dos autores do estudo publicado na Nature Communications. “Este ressonador térmico é algo que podemos colocar sobre nossas mesas para gerar energia a partir de uma fonte que parece inexistente. Nós estamos cercados por flutuações de temperatura o tempo todo. Esta é uma fonte inexplorada de energia.”

Além de Strano, a pesquisa envolveu outros oito membros do MIT. O líder da pesquisa, o graduando Anton Cottrill, explica que há um material de fase mutável que armazena calor dentro do ressonador. O grafeno, diz ele, acelera a condução do calor – este elemento já é conhecido por sua característica de alta condutibilidade elétrica.

Um exemplar de testes do ressonador térmico, em uma variação de 10° C entre uma noite e um dia, foi capaz de produzir 350 milivolts de potencial e 1,3 miliwatts de eletricidade, o suficiente para sustentar pequenos sensores de ambiente ou sistemas de comunicação.

Fonte: Época
Postado por: Raul Motta Junior

Energia renovável esbarra na falta de incentivos

Energia renovável esbarra na falta de incentivos

Ainda que já existam algumas iniciativas voltadas ao uso de energias renováveis no País, o Brasil – ao priorizar a visão monoenergética, baseada nas hidrelétricas – está bastante atrasado para virar a chave e adentrar de vez neste universo.
A avaliação é da doutora em Energia Solar Fotovoltaica, Aline Cristiane Pan, coordenadora do Seminário de Energias Renováveis na Feira de Negócios, Tecnologia e Conhecimento em Meio Ambiente (Fiema Brasil). A feira irá acontecer de 10 a 12 de abril no Parque de Eventos de Bento Gonçalves. “O Brasil não pode depender de uma única fonte de energia, é preciso diversificar a matriz energética para podermos continuar crescendo como sociedade”, adverte Aline.
Segundo a coordenadora do seminário, que será realizado no dia 11 de abril, das 8h às 16h30min, questões políticas e falta de incentivos governamentais têm emperrado o avanço do País na utilização de energia a partir de fontes renováveis. Embora com certo atraso, o Brasil tem registrado índices crescentes no uso de energias renováveis. Em 2013, possuía apenas nove empreendimentos que utilizavam energia fotovoltaica como suporte, número que saltou para 4.517 nos três anos seguintes. “Nada cresce tanto em energias limpas no País como a fotovoltaica”, destaca Aline, reforçando que o número de conexões dessa geração cresceu 98% desde 2014. “A energia eólica também pode melhorar o desempenho, e já representa 7% de toda a eletricidade produzida no Brasil”, observa. Segundo Aline, o Rio Grande do Sul é um dos estados que mais geram este tipo de energia, somando 68 parques eólicos, que produzem 1, 7 mil megawatts.
Aline destaca que o debate terá como tema Oportunidade e Aplicabilidade para as Energias Renováveis, abordando cenários, licenciamento, aplicabilidade e políticas de incentivo e energias hídrica, biogás e biometamo, solar e eólica. O seminário terá 50 palestrantes nacionais e internacionais, vindos de países como Finlândia, Alemanha, México e Uruguai. Os debates estão programados para ocorrer em quatro auditórios distintos e a expectativa é de reunir 3,6 mil pessoas durante os três dias do evento.
“A ideia é reunir a cadeia produtiva do meio ambiente, com foco no fortalecimento da legislação e em busca de oportunidades de negócios no Estado, principalmente envolvendo resíduos de saúde (gerados em hospitais, farmácias e laboratórios) e os urbanos”, explica a diretora executiva da Fundação Proamb, responsável pela realização da Fiema Brasil, Marisa Cislaghi. “Além de exigirem soluções urgentes em termos ambientais, muitos destes resíduos podem ser reciclados e utilizados para produção de energia, no entanto é necessário enfrentar as barreiras burocráticas, que geram muitas incertezas”, comenta.
Expectativa é receber 10 mil visitantes em três dias do evento
A oitava edição da Fiema Brasil terá outros cinco eventos paralelos, voltados para discussões sobre recursos hídricos, resíduos sólidos, e tecnologias ambientais. Um deles, o 6º Congresso Internacional de Tecnologias para Meio Ambiente, reunirá acadêmicos e pesquisadores que irão apresentar pesquisas e estudos científicos, destinados ao desenvolvimento de soluções em gestão ambiental. Organizado em parceria entre a Universidade de Caxias do Sul (UCS) e a Fundação Proamb, o congresso terá como tema central Inovação com Sustentabilidade em Tempos de Mudança. Durante o evento, estudantes irão apresentar trabalhos técnicos com foco em química ambiental, recuperação de áreas degradadas e recursos hídricos.
Outro momento importante, segundo Marisa Cislaghi, será o 6º Seminário Brasileiro de Gestão Ambiental na Agropecuária – “um dos grandes desafios do País, já que está entre os gigantes do setor no mundo”, destaca Marisa. “O encontro é uma oportunidade de avançar nas discussões acerca de problemas como contaminantes e resíduos e debater os antídotos para detê-los, como maior utilização de biocombustível, produção orgânica e depósito de agrotóxicos.” A gestora da Fundação Proamb destaca que o encontro – que ocorre dias 11 e 12 – conta com parceria da Embrapa, IFRS-BG e Sindicato Rural, e apoio da Emater.
Com previsão de reunir 200 expositores e receber 10 mil visitantes, a Fiema Brasil ainda contará com o 1º Seminário Internacional de Resíduos Industriais e Urbano, o 5º Seminário de Segurança do Trabalho, o 4º Meeting Empresarial e o 2º Seminário de Energias Renováveis, este último com foco na diversificação da matriz energética brasileira. Além de tratar sobre licenciamento e políticas de incentivo, serão abordadas as energias hídrica, biogás e biometano, solar e eólica. A programação será no dia 11 de abril, entre 9h e 16h30min.

Fonte: JCRS
Postado por: Raul Motta Junior

Terminou o horário de verão e 2019 terá período reduzido

O horário de acabou à meia-noite do último dia 17. Os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste devem atrasar seus relógios.

É o fim do horário de verão, que entrou em vigor no dia 15 de outubro do ano passado, com o objetivo de reduzir o consumo de energia elétrica entre as 18h e as 21h nas três regiões.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o volume energético – e o respectivo valor monetário – poupado com a determinação deverá ser divulgado na próxima terça-feira (20).

Além do Distrito Federal, 10 unidades federativas precisarão adaptar seus ponteiros: Goiás; Mato Grosso; Mato Grosso do Sul; Minas Gerais; Paraná; Rio de Janeiro; Rio Grande do Sul; Santa Catarina; São Paulo e Espírito Santo.

A população do Norte e do Nordeste não é afetada porque os estados da região não são incluídos no horário de verão.

Segundo balanço do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), com essa providência, em 2013, o Brasil economizou R$ 405 milhões, ou 2.565 megawatts (MW).

No ano seguinte, a economia baixou para R$ 278 milhões (2.035 MW) e, em 2015 caiu ainda mais, para R$ 162 milhões. Em 2016, o valor sofreu nova queda, para R$147,5 milhões.

Essa menor influência do horário de verão pode ser explicada pelo fato de que parcelas significativas das zonas sujeitas à medida têm intensificado o uso de equipamentos como ar-condicionado, como forma de aplacar o calor, elevando a demanda de energia elétrica. Ainda que já dispensem as lâmpadas incandescentes, substituindo-as por modelos mais econômicos.

No fim do ano passado, o governo federal sinalizou para a possibilidade de abolir o horário de verão, por não haver consenso quanto à relação com a economia de energia elétrica.

Apesar disso, acabou apenas abreviando o período 2018/2019 em duas semanas, a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para facilitar a apuração dos votos das eleições, pois o então presidente do órgão, ministro Gilmar Mendes, argumentou que essa alteração facilitaria, entre os estados com fusos horários diferentes, o alinhamento de ritmo na apuração dos votos das eleições. Com isso, o horário de verão de 2018 passará a ser adotado no primeiro domingo de novembro.

“A avaliação dos atuais impactos na redução do consumo e da demanda de energia elétrica, contida nos estudos realizados neste ano de 2017 pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) em conjunto com o Ministério de Minas e Energia, mostra que a adoção do horário de verão traz atualmente resultados próximos da neutralidade para o sistema elétrico”, avaliou a pasta em nota divulgada em outubro do ano passado.

Para quem não gosta do horário de verão há uma boa notícia. O presidente Michel Temer editou um decreto que não elimina, mas diminui o período para o ano que vem. O próximo horário de verão começa em 4 de novembro, uma semana após o fim do segundo turno das eleições presidenciais.

A mudança da data foi feita a pedido do ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para evitar atrasos na apauração dos votos.

O horário de verão existe no Brasil desde 1931. A medida foi utilizada pelo governo para economizar energia e aproveitar melhor os períodos de luz solar.

Fonte: Ambiente Energia
Postado por: Raul Motta Junior

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