Comissão analisa projetos que incentivam energia alternativa Brasil ultrapassa o Canadá e ocupa 8º lugar em capacidade de usinas eólicas Aneel homologa construção de 4.919 km de linhas de transmissão de energia
Comissão analisa projetos que incentivam energia alternativa

Comissão analisa projetos que incentivam energia alternativa

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) reúne-se na terça-feira (27), às 9h, com 10 itens na pauta. Entre eles, está o projeto que torna obrigatória a instalação de equipamentos de geração de energia elétrica de fonte renovável em prédios públicos ou financiados com recursos públicos (PLS 253/2016). A proposta é do senador Telmário Mota (PTB-RR), para quem o poder público deve dar o exemplo na redução dos impactos ambientais causados pela atividade humana.

O projeto considera resultante de fonte renovável a energia elétrica gerada a partir de pequenas centrais hidroelétricas ou por fonte eólica, solar, maremotriz e biomassa. De acordo com o texto, serão obrigados a utilizar energia com essas características as edificações de prédios públicos quando submetidos a reforma, os imóveis alugados pelo poder público, os imóveis construídos para abrigar órgãos públicos e os imóveis residenciais novos do programa Minha Casa Minha Vida.

O relator, senador Jorge Viana (PT-AC), é favorável ao projeto. Ele aproveitou um substitutivo apresentado pelo senador Armando Monteiro (PTB-PE), que destaca que a instalação de fontes renováveis descentralizadas, seja em residências, em prédios públicos ou em outras edificações, reduz as perdas de energia nas linhas de transmissão e de distribuição, além de contribuir para a expansão do parque de geração de energia.

Se aprovada, a matéria ainda precisa passar por um turno extra de votação, por se tratar de um substitutivo.

Minha Casa Minha Vida
A pauta da Comissão de Infraestrutura traz ainda outro projeto que trata de incentivo à energia alternativa (PLS 224/2015). Do senador Wilder Morais (PP-GO), a proposta prevê que as unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida possam receber em sua construção equipamentos destinados à geração de energia elétrica de fonte solar. O relator, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), apresentou um substitutivo à matéria para contemplar também a geração de energia de fonte eólica e de outras fontes renováveis.

Cide
Também consta da pauta do colegiado o projeto que exige que o governo federal invista pelo menos 5% da arrecadação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) em projetos de infraestrutura urbana de transportes coletivos ou não motorizados (PLS 11/2013). O texto a ser votado é o substitutivo do relator, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que dispensa estados e municípios de cumprir essa cota mínima, tornando-a obrigatória apenas para a União. A justificativa é de que a União tem retido a totalidade dos recursos da Cide, destinando-os para a formação do superavit primário, sem passar aos demais entes da federação a parte que lhes cabe.

Fonte: Senado
Postado por: Raul Motta Junior

Brasil ultrapassa o Canadá e ocupa 8º lugar em capacidade de usinas eólicas

Brasil ultrapassa o Canadá e ocupa 8º lugar em capacidade de usinas eólicas

Brasil ultrapassou o Canadá para se tornar em 2017 o oitavo país do mundo com maior capacidade instalada em usinas eólicas, com cerca de 12,8 gigawatts, em uma trajetória ascendente dos investimentos na fonte renovável que pode levar a um novo avanço no ranking neste ano, disse à Reuters a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum.

Com pouco mais de 2 gigawatts em novas usinas eólicas colocadas em operação no ano passado, o Brasil apareceu como o sexto maior em expansão anual da capacidade em todo o globo, à frente da França, com 1,7 gigawatt, segundo lista do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês) divulgada na última semana.

Em 2018, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vê 1,6 gigawatts em novas eólicas com alta probabilidade de entrar em operação no Brasil, além de outros 226 megawatts vistos como com média viabilidade de implantação ainda neste ano.

“A energia eólica tem tido nos últimos anos, desde 2009, um crescimento exponencial no Brasil. Esperávamos mesmo chegar nesses patamares, e a gente ainda espera talvez chegar na sétima posição (no ranking global em 2018)”, afirmou Elbia.

A líder global em energia eólica é a China, com 188 gigawatts instalados – o que representa mais que a capacidade instalada do Brasil quando consideradas todas as fontes de geração.

Países com maior capacidade instalada em usinas eólicas são China, Estados Unidos, Alemanha, Índia, Espanha, Reino Unido, França, Brasil e Canadá.

Embora o Brasil esteja a apenas 1 gigawatt de alcançar os 13,76 gigawatts dos franceses, o país pode levar mais tempo para galgar novos degraus – o sexto colocado, Reino Unido, conta com 18,9 gigawatts em eólicas instaladas, enquanto a Espanha ocupa a quinta posição no ranking do GWEC com 23,2 gigawatts.

Além da distância maior para esses rivais, o Brasil reduziu a velocidade de contratação de novas usinas a partir de 2015, em meio a uma recessão econômica que durou dois anos, o que prejudicará o ritmo de implementação de projetos a partir do próximo ano.

“Alguns países são impossíveis de alcançar, caso da China e dos EUA. Mas estamos seguindo uma trajetória de crescimento e vamos continuar. Claro que o ano de 2019 será um pouco mais desafiador. Então, talvez a gente perca um pouco a velocidade, mas retoma lá na frente”, disse Elbia, da Abeeólica.

Melhor vento?

O crescimento da geração eólica no Brasil tem sido impulsionado por um forte interesse de investidores devido às características dos ventos do país, principalmente do Nordeste, visto por muitos especialistas como um dos melhores do mundo para a produção de eletricidade.

Segundo levantamento da consultoria ePowerBay, os dez parques eólicos mais produtivos do Brasil, todos no Nordeste, tiveram fatores de capacidade médios de entre 60,8% e 64,6% em 2017.

Os números dessas usinas mais produtivas comparam-se até ao rendimento de parques offshore, instalados em alto mar devido aos ventos mais fortes nessas regiões, disse à Reuters o presidente do Conselho do GWEC, Steve Sawyer.

“Particularmente o Nordeste do Brasil é beneficiado por ventos alísios do Atlântico Sul, e o vento é forte, estável e na maior parte do tempo vem da mesma direção… Em geral, o pleito do Brasil de que tem um dos melhores ventos do mundo é correto. Se é ‘o melhor’ ou não é uma questão complexa”, afirmou, em respostas por e-mail.

O executivo disse que algumas regiões do México, África do Sul e Marrocos têm ventos “excelentes”, assim como o Estreito de Cook, perto da Nova Zelândia, mas essas regiões ainda estão longe de alcançar o grau de desenvolvimento do Brasil em energia eólica.

A Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena, na sigla em inglês) disse que o vento brasileiro é razoavelmente mais produtivo que a média global, mas com números “entre os maiores no mundo” na região Nordeste.

A agência estimou um fator de capacidade médio próximo de 30% para todo o Brasil, contra pouco mais de 20% na média global, em dados de 2015.

Mas os fatores de capacidade acima de 60 por cento vistos no Nordeste só são registrados normalmente por um seleto grupo de países, como Cabo Verde (64 por cento), Aruba (66 por cento) e Curaçao (76 por cento), segundo os dados da Irena.

Fonte: Brasil247
Postado por: Raul Motta Junior

Setor eólico deve gerar 200 mil empregos no Brasil até 2026, diz ABDI

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) estima que até 2026 a cadeia de produção de energia eólica poderá gerar aproximadamente 200 mil novos empregos diretos e indiretos. Em 2016, o número de empregos diretos no setor passava de 150 mil.

Pelos cálculos da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), para cada novo megawatt instalado, 15 empregos diretos e indiretos sejam criados. No ano passado, foram instalados mais 2,02 GW no país. Em 2017, o Brasil alcançou a marca de 12,8 GW de capacidade instalada, o que coloca o país em oitavo lugar no ranking mundial de usinas eólicas, ultrapassando o Canadá.

O estudo da ABDI mapeou 52 profissões/ocupações distribuídas nos cinco grupos de atividades que compõem a cadeia de energia eólica: construção e montagem (dez diferentes profissões); desenvolvimento de projetos (11 profissões); ensino e pesquisa (seis profissões); manufatura (15 profissões); operação e manutenção do parque eólico (nove profissões).

O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Guto Ferreira, explica que o potencial de criação de empregos é grande porque a cadeia eólica é longa, além do potencial de crescimento do mercado. “São cinco etapas envolvidas na cadeia, desde o desenvolvimento do projeto, a fabricação, a montagem e operação de um parque eólico. Para cada fase é preciso uma ampla gama de profissionais. Na fase de projeto, por exemplo, são necessários pelo menos 11 tipos de profissionais. Entre manufatura, construção e operação são mais 34 especializações diferentes”, destaca.

Segundo o estudo da ABDI, existem carreiras para todos os graus de formação. “A cadeia eólica precisa de profissionais que tenham apenas o ensino médio e fundamental, como é o caso de montadores e motoristas, mas contempla também os altos graus de formação, como engenheiros aeroespaciais, onde a pós-graduação e especialização são pré-requisitos para a contratação”, explica Ferreira.

O documento da ABDI mostra ainda as possibilidades de crescimento do profissional dentro do setor. Uma profissão que chama a atenção no estudo é o técnico em meteorologia, exigido em três das cinco fases da cadeia – montagem, desenvolvimento do projeto e operação. A formação dura em média três semestres (1200 horas) e o salário estimado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) é de R$ 2 mil. O técnico vai atuar no levantamento de dados sobre a velocidade e direção dos ventos, realizando a instalação e a manutenção das torres de medição (chamadas de anemométricas). Pelo estudo, esse tipo de profissional pode progredir no setor e se tornar Técnico em Operações e Manutenção de Parques, aumentando, assim, seu rendimento.

Já para os salários mais altos são necessários diferentes profissionais do ramo da engenharia. Os ganhos médios mensais dos engenheiros aeroespaciais passam de R$ 8 mil. Para o engenheiro de vendas, o mercado oferece vencimentos próximos a R$ 15 mil. Somente para a fase de manutenção, permanente depois que o parque eólico está instalado, são contratados profissionais com formação em sete engenharias diferentes (engenheiro de produção, industrial, de qualidade, de vendas, eletricista e projetista). Os salários giram entre R$ 5 e R$ 15 mil. Na mesma faixa também existem vagas para advogados, administradores e biólogos.

A maioria dos parques eólicos do Brasil está no Nordeste. O Rio Grande do Norte e a Bahia lideram o ranking com 135 e 93 parques, respectivamente. Outros sete estados da região concentram 184 parques de torres eólicas. O Sul também apresenta parte considerável da geração. Na região estão 95 parques, sendo a maioria no Rio Grande do Sul (80).

Isso não significa que os empregos estejam somente nessas regiões. “Uma torre instalada no Rio Grande do Norte gera empregos mais perenes para a população local, na fase de operação e manutenção. Entretanto, o desenvolvimento do projeto pode ocorrer em um escritório em São Paulo, e os componentes das torres são construídos em Pernambuco, Minas Gerais e Santa Catarina”. Guto Ferreira também explica que durante a construção são geradas muitas vagas temporárias, empregando locais e pessoas de outras regiões.

Fonte: Canal Energia
Postado por: Raul Motta Junior

Aneel homologa construção de 4.919 km de linhas de transmissão de energia

Aneel homologa construção de 4.919 km de linhas de transmissão de energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou hoje (20) o resultado do leilão de 11 lotes para a construção, operação e manutenção de instalações de transmissão de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN), realizado em dezembro do ano passado. A estimativa é que sejam investidos R$ 8,7 bilhões em transmissão de energia.

No total, foram arrematados 4.919 km de linhas de transmissão nos estados da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais, do Pará, da Paraíba, do Paraná, de Pernambuco, do Piauí, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Segundo a Aneel, o leilão apresentou deságio médio de 40,46%, que, segundo a agência, vai contribuir para modicidade tarifária de energia, uma vez que a receita dos empreendedores para exploração dos investimentos ficará menor que o previsto inicialmente.

O prazo das obras varia de 36 a 60 meses e as concessões de 30 anos valem a partir da assinatura dos contratos.

Fonte: DCI
Postado por: Raul Motta Junior

Geração de eólica consegue crescer 26,5% em 2017

Geração de eólica consegue crescer 26,5% em 2017

Dados consolidados do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica indicam que a geração de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional, em 2017, subiu 26,5% em relação a 2016. As usinas movidas pela força do vento somaram 4.619 MW médios entregues ao longo do ano passado frente aos 3.651 MW médios gerados no mesmo período de 2016. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 7,4% em 2017. A fonte hidráulica – incluindo as PCHs – foi responsável por 70,7% do total e as usinas térmicas responderam por 21,8%.

A CCEE contabilizou 494 usinas eólicas em operação comercial no país, ao final de 2017, somando 12.589,7 MW de capacidade instalada, incremento de 23,2% frente aos 10.221,5 MW de capacidade das 402 unidades geradoras existentes um ano antes. Por estado, o Rio Grande do Norte fechou na liderança da produção eólica no país, com 1.455,3 MW med de energia entregues no ano passado, incremento de 20,7% em relação ao mesmo período de 2016. Na sequência, aparecem a Bahia com 890 MW med produzidos, subindo 28,5%; o Ceará com 718,6 MW med, com aumento de 7,5%, o Rio Grande do Sul com 637,5 MW médios e subida de 23%; e o Piauí com 524 MW med, um aumento de 58,3% frente à geração alcançada no ano anterior.

Os dados consolidados da CCEE em 2017 confirmam ainda o estado do Rio Grande do Norte com a maior capacidade instalada, somando 3.548,65 MW, aumento de 11,5% em relação a 2016 quando a capacidade instalada totalizava 3.181,35 MW. Em seguida aparece a Bahia com 2.414,94 MW, crescendo 38%; o Ceará com 2.134,96 MW e subida de 10,6%, o Rio Grande do Sul com 1.777,87 MW e incremento de 9,6% e o Piauí com 1.443,10 MW de capacidade, um aumento 57,7%.

Fonte: Canal Energia
Postado por: Raul Motta Junior

Dispositivo criado no MIT produz energia a partir das mudanças diárias de temperatura

Um time de cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) desenvolveu uma forma de usar o ar para produzir energia. E não estamos falando de turbinas eólicas. Eles criaram um ressonador térmico, capaz de aproveitar as mudanças de temperatura no ar ao longo do dia para gerar eletricidade.

Segundo a instituição, a vantagem do novo dispositivo é que não há necessidade de luz solar para seu funcionamento. Mesmo sob a sombra, é possível usar a variação de temperatura para que a energia seja produzida.

O princípio da termoelérica na produção de energia consiste em uma diferenciação de temperatura em ambos os lados de um objeto e na circulação do calor da parte mais quente para a mais fria. Carregadores de bateria já fazem isso. O ressonador térmico do MIT também, mas usando elementos naturais do ambiente, em vez de ter que ligar o aparelho na tomada.

“Nós basicamente inventamos este conceito”, disse Michael Strano, professor de engenharia química do MIT e um dos autores do estudo publicado na Nature Communications. “Este ressonador térmico é algo que podemos colocar sobre nossas mesas para gerar energia a partir de uma fonte que parece inexistente. Nós estamos cercados por flutuações de temperatura o tempo todo. Esta é uma fonte inexplorada de energia.”

Além de Strano, a pesquisa envolveu outros oito membros do MIT. O líder da pesquisa, o graduando Anton Cottrill, explica que há um material de fase mutável que armazena calor dentro do ressonador. O grafeno, diz ele, acelera a condução do calor – este elemento já é conhecido por sua característica de alta condutibilidade elétrica.

Um exemplar de testes do ressonador térmico, em uma variação de 10° C entre uma noite e um dia, foi capaz de produzir 350 milivolts de potencial e 1,3 miliwatts de eletricidade, o suficiente para sustentar pequenos sensores de ambiente ou sistemas de comunicação.

Fonte: Época
Postado por: Raul Motta Junior

Energia renovável esbarra na falta de incentivos

Energia renovável esbarra na falta de incentivos

Ainda que já existam algumas iniciativas voltadas ao uso de energias renováveis no País, o Brasil – ao priorizar a visão monoenergética, baseada nas hidrelétricas – está bastante atrasado para virar a chave e adentrar de vez neste universo.
A avaliação é da doutora em Energia Solar Fotovoltaica, Aline Cristiane Pan, coordenadora do Seminário de Energias Renováveis na Feira de Negócios, Tecnologia e Conhecimento em Meio Ambiente (Fiema Brasil). A feira irá acontecer de 10 a 12 de abril no Parque de Eventos de Bento Gonçalves. “O Brasil não pode depender de uma única fonte de energia, é preciso diversificar a matriz energética para podermos continuar crescendo como sociedade”, adverte Aline.
Segundo a coordenadora do seminário, que será realizado no dia 11 de abril, das 8h às 16h30min, questões políticas e falta de incentivos governamentais têm emperrado o avanço do País na utilização de energia a partir de fontes renováveis. Embora com certo atraso, o Brasil tem registrado índices crescentes no uso de energias renováveis. Em 2013, possuía apenas nove empreendimentos que utilizavam energia fotovoltaica como suporte, número que saltou para 4.517 nos três anos seguintes. “Nada cresce tanto em energias limpas no País como a fotovoltaica”, destaca Aline, reforçando que o número de conexões dessa geração cresceu 98% desde 2014. “A energia eólica também pode melhorar o desempenho, e já representa 7% de toda a eletricidade produzida no Brasil”, observa. Segundo Aline, o Rio Grande do Sul é um dos estados que mais geram este tipo de energia, somando 68 parques eólicos, que produzem 1, 7 mil megawatts.
Aline destaca que o debate terá como tema Oportunidade e Aplicabilidade para as Energias Renováveis, abordando cenários, licenciamento, aplicabilidade e políticas de incentivo e energias hídrica, biogás e biometamo, solar e eólica. O seminário terá 50 palestrantes nacionais e internacionais, vindos de países como Finlândia, Alemanha, México e Uruguai. Os debates estão programados para ocorrer em quatro auditórios distintos e a expectativa é de reunir 3,6 mil pessoas durante os três dias do evento.
“A ideia é reunir a cadeia produtiva do meio ambiente, com foco no fortalecimento da legislação e em busca de oportunidades de negócios no Estado, principalmente envolvendo resíduos de saúde (gerados em hospitais, farmácias e laboratórios) e os urbanos”, explica a diretora executiva da Fundação Proamb, responsável pela realização da Fiema Brasil, Marisa Cislaghi. “Além de exigirem soluções urgentes em termos ambientais, muitos destes resíduos podem ser reciclados e utilizados para produção de energia, no entanto é necessário enfrentar as barreiras burocráticas, que geram muitas incertezas”, comenta.
Expectativa é receber 10 mil visitantes em três dias do evento
A oitava edição da Fiema Brasil terá outros cinco eventos paralelos, voltados para discussões sobre recursos hídricos, resíduos sólidos, e tecnologias ambientais. Um deles, o 6º Congresso Internacional de Tecnologias para Meio Ambiente, reunirá acadêmicos e pesquisadores que irão apresentar pesquisas e estudos científicos, destinados ao desenvolvimento de soluções em gestão ambiental. Organizado em parceria entre a Universidade de Caxias do Sul (UCS) e a Fundação Proamb, o congresso terá como tema central Inovação com Sustentabilidade em Tempos de Mudança. Durante o evento, estudantes irão apresentar trabalhos técnicos com foco em química ambiental, recuperação de áreas degradadas e recursos hídricos.
Outro momento importante, segundo Marisa Cislaghi, será o 6º Seminário Brasileiro de Gestão Ambiental na Agropecuária – “um dos grandes desafios do País, já que está entre os gigantes do setor no mundo”, destaca Marisa. “O encontro é uma oportunidade de avançar nas discussões acerca de problemas como contaminantes e resíduos e debater os antídotos para detê-los, como maior utilização de biocombustível, produção orgânica e depósito de agrotóxicos.” A gestora da Fundação Proamb destaca que o encontro – que ocorre dias 11 e 12 – conta com parceria da Embrapa, IFRS-BG e Sindicato Rural, e apoio da Emater.
Com previsão de reunir 200 expositores e receber 10 mil visitantes, a Fiema Brasil ainda contará com o 1º Seminário Internacional de Resíduos Industriais e Urbano, o 5º Seminário de Segurança do Trabalho, o 4º Meeting Empresarial e o 2º Seminário de Energias Renováveis, este último com foco na diversificação da matriz energética brasileira. Além de tratar sobre licenciamento e políticas de incentivo, serão abordadas as energias hídrica, biogás e biometano, solar e eólica. A programação será no dia 11 de abril, entre 9h e 16h30min.

Fonte: JCRS
Postado por: Raul Motta Junior

Brasil aumenta produção e passa para a oitava posição no ranking da energia eólica

Brasil aumenta produção e passa para a oitava posição no ranking da energia eólica

Levantamento da Global Wind Energy Council (GWEC) divulgado nesta quinta-feira (15) coloca o Brasil entre os destaques na produção de energia eólica no mundo. Com a ampliação do parque, foi possível passar o Canadá e ocupar o oitavo lugar no ranking mundial de energia proveniente dos ventos.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), hoje o Brasil possui mais de 500 usinas eólicas que geram quase 13 gigawatts de energia elétrica. Conhecidamente uma região de ventos vigorosos, o Nordeste é responsável por 60% da produção.

“O Brasil tem um dos melhores ventos do mundo do mundo para produção de energia eólica e nosso fator de capacidade, que é a medida de produtividade do setor, passa do dobro da média mundial. Além disso, temos uma cadeia produtiva 80% nacionalizada, que investe e gera empregos aqui”, afirma a presidente da entidade, Élbia Gannoum.

Fonte: Gov. Brasil
Postado por: Raul Motta Junior

Brasil na IRENA fortalecerá setor bioenergético, avalia a UNICA

Ao ingressar na Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), o Brasil, com vasta experiência na produção e uso do etanol, poderá contribuir ainda mais para alavancar a Plataforma Biofuturo, iniciativa formada por 20 países com o objetivo de alavancar o mercado mundial de biocombustíveis.

Esta é a principal conclusão do diretor Executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Eduardo Leão de Sousa, após a adesão brasileira ser aprovada pela Comissão Interministerial de Participação em Organismos Internacionais do Governo Federal (Cipoi).

“Há mais de quatro décadas, o Brasil utiliza em larga o único combustível de baixo carbono capaz de emitir até 90% menos CO2 do que a gasolina, colaborando para que tenhamos uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta. A indústria brasileira de etanol certamente vai exportar mais conhecimento no âmbito da Plataforma Biofuturo, ajudando nações que almejam impulsionar os biocombustíveis como estratégia de ‘descarbonização’ de suas economias. Cumprimentamos o Governo, na pessoa do ministro Coelho Filho, pela iniciativa”, avalia o diretor da UNICA.

A adesão à IRENA, foi destacada pelo ministro do MME, e pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso, durante a 8º Assembleia Geral da Irena, evento realizado dia janeiro deste ano em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.

“O Brasil é um dos melhores exemplos da substancial representatividade das energias renováveis na matriz, e tenho convicção de que poderemos contribuir muito com a Agência. Como país membro, poderemos participar mais ativamente do debate sobre temas relevantes da agenda energética internacional, bem como nos beneficiar das ferramentas e iniciativas desenvolvidas pela IRENA”, afirmou o ministro.

Já o Presidente da EPE, Luiz Barroso, que representou o Brasil pelo segundo ano consecutivo no evento da Irena, exaltou o pioneirismo brasileiro na criação de políticas públicas voltadas para a bioenergia. “A participação na IRENA colocará o País na elite mundial da nova onda de discussões sobre o tema”, ressaltou.

Criada em 2009, a Irena teve como foco o fomento às tecnologias eólica e solar produzidas nos países desenvolvidos. A partir de 2011, passou a considerar os bicombustíveis e a energia hidráulica no escopo dos seus trabalhos.

A alteração estimulou o ingresso de países como a África do Sul, Índia e China. Atualmente, são 152 países membros e cerca de 30 em processo de adesão, como o Brasil.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, além de aproveitar a expertise do setor sucroenergético brasileiro, o corpo técnico da Irena também proporcionará mais vantagens para o desenvolvimento da energia solar e eólica no País.

Fonte: Ambiente Energia
Postado por: Raul Motta Junior

CCEE aponta crescimento de 2,2% no consumo de energia em dezembro

CCEE aponta crescimento de 2,2% no consumo de energia em dezembro

A CCEE apresentou nesta sexta-feira, 9 de fevereiro, informações do boletim InfoMercado Mensal, com dados conclusivos de dezembro de 2017, o consumo de energia elétrica no SIN alcançou 63.279 MW médios frente aos 61.946 MW médios consumidos no ano anterior, elevação de 2,2%.

Na análise por ambiente, o consumo no mercado regulado apresentou queda de 1,7%. Já no mercado livre, houve aumento de 13% no consumo, índices influenciados diretamente pelo movimento de migração dos consumidores para o ACL.

Os ramos da indústria monitorados pela Câmara, incluindo autoprodutores, consumidores livres e especiais, apresentaram queda no consumo em setores como o de bebidas e de comércio, com -2% e -0,2%, respectivamente. Outros segmentos como o químico e de minerais não-metálicos também registraram diminuição no consumo no período, com -2,7% e -0,5%, respectivamente.

Os maiores índices de consumo em dezembro, no mesmo cenário sem migração, foram os registrados nos setores de veículos, metalurgia e produtos de metal e têxtil, com 11,5%, 11,4% e 8%, respectivamente.

Fonte: Canal Energia
Postado por: Raul Motta Junior

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